domingo, 4 de setembro de 2016

A Largura da Banda



Continua reclamando que sua internet é lenta? Acompanhe agora de forma enxuta e breve o da evolução do conceito de rede de alta velocidade.

 
Inicialmente, banda larga era o nome usado para definir velocidades de conexão acima da velocidade dos modems analógicos (56kbps), que era a velocidade máxima de conexão nas linhas analógicas convencionais. Para velocidade acima desta seria obrigatório optar por outra maneira de conexão do computador com o provedor. A essas soluções mais rápidas era atribuído o termo “banda larga”.
Hoje o conceito de "banda larga" pode apresentar diferentes definições dependendo do contexto e ser expresso de diferentes maneiras e a velocidade tem sido a referência mais comumente usada como indicador para definir se uma conexão é de fato banda larga. Isso porque na pratica é  quem vai afetar o grau de contentamento do usuário, que levará mais tempo para acessar as páginas e/ou fazer seus downloads, caso a conexão seja lenta.
Referente às definições de taxa de transferência, o Brasil ainda não tem uma regulamentação que defina a velocidade mínima de conexão, a Colômbia estabeleceu 1024kbps, os Estados Unidos 25Mbps. Lembrando que essas definições podem aumentar em larga escala, na proporção dos avanços das tecnologias de transmissão de informação.

Tempo necessário para baixar conteúdo on-line em diferentes velocidades de conexão
  Fonte: Broadband Commission, 2010. 



e deste contexto, é possível abstrair que o conceito de banda larga em cada degrau histórico da evolução da tecnologia, tende a abranger o que está acima do "mínimo aceitável", onde esse mínimo não seja necessariamente pouco, mas um mínimo em relação ao máximo possível. A exemplo disso temos a definição de países de primeiro mundo como os Estados Unidos que ostenta um "mínimo" não tão mínimo assim (25Mbps).

Cortesia da internet

E para você caro leitor.  Qual  a sua definição de banda larga? Qual seria a sua velocidade mínima aceitável?


Referências:
http://www.caminhosdabandalarga.org.br/2012/10/capitulo-1/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_larga

3G

Olá caros aprendizes do lado negro da força. Hoje vamos entender o que é e como funciona o 3G. Vocês ouvem falar sempre dessa tecnologia que está presente na maioria dos celulares e agora vão entender tudo sobre ela.

Mas porque 3G?

3G vem de terceira geração (de padrões e tecnologias da telefonia móvel). Ela aprimorou a transmissão de dados e voz, com maiores velocidades de conexão, e outros recursos como vídeo chamadas, transmissão de sinal de TV que não existiam no 2G.

E o que existia antes do 3G?

Antes do 3G, existiam o 2G e o 1G.

O 1G é o sinal de telefonia análogico. Foi muito utilizado na década de 80, porém não muito no tráfego de dados (apesar de possuir velocidade compatível com a internet discada). Foi sendo substituído pelo 2G na década de 90, com a implantação do sinal digital e ainda é utilizado em várias partes do mundo. Ela usa o GSM (Global System for Mobile Comunications) e está estabelecido como principal recurso para conversação, porém defasado para o uso de internet móvel.

Agora sim, o 3G

Em 1999, a União Internacional de Comunicações (UIT) criou o IMT-2000, um padrão global para o 3G com o objetivo de facilitar o crescimento, aumento da banda e suporte a aplicações diversas. Para conseguir evoluir para a nova tecnologia, as operadoras precisaram realizar grandes upgrades em suas redes existentes, o que levou ao estabelecimento de duas famílias distintas da tecnologia 3G: a 3GPP e a 3GPP 2.

3GPP

A 3GPP (3rd Generation Partneship Project) é uma colaboração entre grupos e associações de telecomunicações, formada em 1998 para fomentar a implantação de redes 3G que descendem do GSM. Essa tecnologia evoluiu da seguinte forma:
GPRS – oferecia velocidades de até 144 Kbps;
EDGE – atingia até 384 Kbps;
UMTS Wideband CDMA (WCDMA) – com velocidades de até 1,92 Mbps;
HSPDA – catapultou a velocidade máxima em até 14 Mbps;
LTE – pode chegar até 100 Mbps (considerada de quarta geração).
O GPRS começou a ser implantado no ano 2000, seguido logo depois em 2013 pelo EDGE. Vocês já devem ter visto um “G” ou um “E” na tela do seu smartphone enquanto se conectava à internet. O HSPDA é o mais utilizado no país pelas operadoras de telefonia (Claro, Vivo, Oi e Tim, por exemplo) e no seu smartphone é representado pela letra “H”.



3GPP2

A segunda organização foi formada para ajudar as operadoras norte-americanas e asiáticas que usam o CDMA a evoluírem para o 3G. A evolução da tecnologia aconteceu da seguinte forma:
1xRTT – com velocidade de até 144 Kbps;
EV-DO – aumentou a velocidade para 2,4 Mbps;
EV-DO Rev. A – com velocidade de até 3,1 Mbps;
EV-DO Rev. B – atingia velocidades de até 4,9 Mbps;
UMB – programada para chegar a 288 Mbps (considerada de quarta geração).
A 1xRTT foi lançada em 2002, seguida pela EV-DO em 2004. A 1xRTT também é conhecida como “2,5G” por ser uma transação para a EV-DO. A EV-DO Rev. A surgiu em 2006 e agora está sendo sucedida pela EV-DO Rev. B. A UMB é a próxima geração da tecnologia, mas as operadoras acreditam que o serviço não irá “pegar”, e por isso estão pensando em evoluir para a LTE em seu lugar.
E no Brasil?

A primeira operadora a oferecer 3G no Brasil foi a Vivo em 2004 com a tecnologia Evolution-Data Optimized ou CDMA 1X-EVDO que atinge velocidades de até 2 Mbps. No entanto, a cobertura ficou limitada a poucas cidades, nas quais muitas possuíam cobertura parcial (algumas regiões de cada município). No final de 2007, a Claro e a Telemig Celular lançaram suas redes 3G UMTS/HSDPA na frequência de 850 MHz. A Oi foi a última das grandes operadoras a utilizar a 3G.

E o futuro?

Hoje já vivemos o futuro do 3G, o 4G. Abordaremos mais sobre ele no próximo post. E assim como o 4G, o post não irá demorar.
Nós vemos depois, caros padawans.




Referências


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Será WiGig uma nova tendência?

Poucos já devem ter ouvido falar a respeito do WiGig (Wireless Gigabit). De qualquer forma não vai demorar muito para você começar a se familiarizar com o nome, pelo menos segundo a Wi-Fi Alliance que anunciou em seu site oficial que o lançamento seria em breve (mais precisamente em 2016).

A tecnologia promete ser muito mais rápida que as redes Wi-Fi de hoje e deveria ter começado a chegar no mercado no final de 2015, mas, o lançamento foi adiado para 2016.

Assim como o Wi-Fi o WiGig pertence à família de protocolos IEEE 802.11, neste caso a 802.11ad, atualmente o Wi-Fi está em sua 5ª geração conhecida como 802.11ac.



WiGig originalmente foi desenvolvido pela WiGig Alliance. Em 2013, A WiGig Alliance uniu-se a Wi-Fi Alliance, consolidando a tecnologia WiGig e a certificação de desenvolvimento na Wi-Fi Alliance. Segundo a Wi-Fi Alliance, o WiGig amplia sua visão para conectar tudo e todos, e permite que complemente o uso do Wi-Fi tradicional.

Agora entrando no mundo mobile, os processadores da Qualcomm, a partir do snapdragon 810 estão sendo desenvolvidos com compatibilidade com o 802.11ad. Obviamente isso não substituiu o 802.11ac no seu roteador padrão, mantendo assim os 2 em coexistência. Um dos principais motivos para essa entusiasmada implementação da Qualcomm é que o 802.11ad consome pouca energia, além de sua altíssima velocidade.

WiGig provavelmente será concorrente do Bluetooth, uma vez que seu alcance é bastante limitado, o WiGig se mostrou ideal para soluções domésticas de transmissão de áudio e vídeo sem fio, podendo transmitir filmes em Blu-ray do computador, notebook ou smartphone direto para a televisão sem necessidade de cabos.




Contudo, o WiGig não substituirá o Wi-Fi tão cedo, por conta do seu alcance limitado (de 10 a 20 metros). Somente após alguns anos de atualizações e aperfeiçoamentos, assim como sofreu o Wi-Fi desde seu surgimento, poderemos dizer se haverá uma substituição. Portanto, o que podemos esperar do WiGig por enquanto é uma tecnologia capaz de fornecer alta velocidade de conexão e dispensar qualquer cabo para a transmissão de áudio e vídeo em alta definição a curto alcance, além de é claro transferência de arquivos entre dispositivos moveis e computadores em alta velocidade.

Referencias:
tecnoblog.net
wi-fi.org
tecmundo.com.br

wikipedia.org